Comissão diagnostica o estado da saúde na UE

 
Os nossos sistemas de saúde têm de ser continuamente repensados para que permaneçam adequados para o seu fim e proporcionem cuidados centrados nos doentes. É o que sugerem os 28 perfis de saúde por país que a Comissão publica, a par do relatório de acompanhamento. Os relatórios proporcionam uma análise aprofundada dos sistemas de saúde dos Estados-Membros da UE. Analisam a saúde da população e os fatores de risco importantes, bem como a eficácia, acessibilidade e resistência dos sistemas de saúde de cada Estado-Membro da UE. Os relatórios refletem claramente os objetivos partilhados pelos Estados-Membros e revelam áreas potenciais em que a Comissão pode incentivar a aprendizagem mútua e o intercâmbio de boas práticas.
 
Desde há muito que se identificou a ausência de uma análise detalhada e contextual como um dos principais obstáculos para os responsáveis pelas políticas de saúde. Para preencher esta lacuna de conhecimento, a Comissão completou este mês o primeiro ciclo bienal sobre a Situação da Saúde na UE.
 
Principais constatações
Os perfis de saúde por país foram elaborados em colaboração com a OCDE e com o Observatório Europeu dos Sistemas e Políticas de Saúde. O relatório de acompanhamento apresenta cinco conclusões transversais:
A promoção da saúde e a prevenção das doenças abrem caminho a um sistema de saúde mais eficaz e mais eficiente. A par do desequilíbrio nos investimentos em prevenção, é necessário combater as desigualdades sociais, tal como ilustrado pelas diferenças no rastreio do cancro ou na atividade física entre as pessoas com alto e baixo nível de rendimentos ou de habilitações.
A existência de cuidados primários robustos orienta os doentes através do sistema de saúde e ajuda a evitar gastos desnecessários. 27 % consultam um serviço de urgência porque os cuidados primários são inadequados. Só 14 países da UE exigem a referenciação dos cuidados de saúde primários para consultar um especialista; nove outros países têm incentivos financeiros para a referenciação.
Os cuidados integrados asseguram a coerência dos tratamentos que os doentes recebem. Evitam a situação a que assistimos atualmente em quase todos os países da UE, onde os cuidados estão fragmentados e os doentes têm de procurar o seu caminho num labirinto de serviços de saúde.
A planificação e previsão proativas das necessidades de pessoal de saúde permitem que os sistemas de saúde se adaptem mais facilmente a futuras evoluções. Existem na UE 18 milhões de profissionais de saúde, e até 2025 serão criados mais 1,8 milhões de postos de trabalho. As autoridades sanitárias devem preparar a sua força de trabalho para as mudanças futuras: o envelhecimento da população e a multimorbilidade, a necessidade de políticas de recrutamento adequadas, novas competências e inovação técnica.
Os doentes devem estar no centro da próxima geração de melhores dados de saúde para fins políticos e práticos. A transformação digital da saúde e dos cuidados ajuda a captar os resultados do mundo real e as experiências com significado para os doentes, com um grande potencial de reforço da eficácia dos sistemas de saúde.
 

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