Dia Internacional da Mulher de 2019

 
Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a Comissão publicou o seu relatório de 2019 sobre a igualdade entre homens e mulheres na UE. A boa notícia é que a Europa tem estado a realizar progressos; importa, contudo, acelerar o ritmo a que estes estão a ser realizados. 
 
A Comissão Juncker tem intervindo nas diferentes áreas para melhorar a vida das mulheres na Europa, combatendo a violência contra as mulheres, colmatando as disparidades salariais e criando melhores condições para as famílias poderem conciliar a sua vida profissional com a vida familiar.
 
O relatório publicado revela que, embora tenham sido realizados progressos em matéria de igualdade de género, as mulheres continuam a enfrentar desigualdades em muitas áreas:
Em 2017, a taxa de emprego das mulheres na UE atingiu o nível mais elevado de sempre (66,4 %), mas a situação varia em função dos Estados-Membros. No ano passado, oito Estados-Membros foram alvo de recomendações no âmbito do Semestre Europeu a fim de melhorarem a participação das mulheres no respetivo mercado laboral (Áustria, República Checa, Alemanha, Estónia, Irlanda, Itália, Polónia e Eslováquia).
 
As mulheres correm um maior risco de pobreza pois os respetivos salários são, em média, 16% inferiores aos auferidos pelos homens. 
 
As mulheres continuam a estar seriamente sub-representadas nos parlamentos e nos governos nacionais.
 
O fenómeno designado por «teto de vidro» continua a ser uma realidade no mundo empresarial, onde apenas 6,3 % dos cargos de diretor executivo das grandes empresas da UE cotadas em bolsa são exercidos por mulheres.
 
 
As mulheres no Parlamento Europeu e na Comissão Europeia
Em novembro de 2018, as mulheres representavam 36,4 % dos 749 deputados do Parlamento Europeu, tendo o seu número diminuído ligeiramente em relação ao pico de 37,3 % registado no final de 2016. A Finlândia destaca-se claramente pelo facto de 76,9 % dos seus eurodeputados serem mulheres. Sete Estados-Membros têm, pelo menos, 40 % de eurodeputados de ambos os sexos (Irlanda, Espanha, França, Croácia, Letónia, Malta e Suécia), mas mais de 80 % dos eurodeputados da Bulgária, Estónia, Chipre, Lituânia e Hungria são do sexo masculino.
No que respeita à Comissão Europeia, os esforços permanentes envidados para atingir o objetivo do presidente Juncker de conseguir que, até 2019, 40 % dos cargos de direção médios e superiores sejam preenchidos por mulheres têm produzido resultados concretos. A proporção de mulheres em cargos de direção atingiu 39 % a todos os níveis, 37 % a nível dos quadros superiores e 40 % a nível dos quadros médios da Comissão.
 

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