UE alarga a sua cooperação em matéria de investigação com o Brasil e a África do Sul

 
A União Europeia vai reforçar ainda mais a sua cooperação em matéria de investigação e de inovação com os seus parceiros estratégicos do Brasil e da África do Sul, com vista a compreender melhor os ecossistemas marinhos e combater as alterações climáticas. As três Partes lançaram a iniciativa emblemática de Investigação e Inovação no Atlântico Sul e assinaram uma declaração conjunta sobre cooperação atlântica em matéria de investigação e de inovação.
 
A declaração foi assinada na histórica Torre de Belém, em Lisboa, por Carlos Moedas, Comissário europeu responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, Gilberto Kassab, Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil, e Naledi Pandor, Ministra da Ciência e Tecnologia da África do Sul, durante um evento ministerial e científico de alto nível.
 
A nova iniciativa emblemática sobre a Investigação e a Inovação no Atlântico Sul permitirá melhorar o conhecimento científico dos ecossistemas marinhos e as ligações entre os oceanos e as alterações climáticas, a alimentação e a energia, bem como a dinâmica do oceano Atlântico e dos seus sistemas interligados de circulação desde a Antártida até ao Ártico.
 
A declaração baseia-se nas realizações bilaterais, nomeadamente na assinatura das declarações de intenções bilaterais sobre cooperação e inovação em matéria de investigação marinha com o Brasil e a África do Sul, bem como no desenvolvimento do quadro de cooperação científica e técnica Sul-Sul no Atlântico Sul e Tropical e no oceano Antártico. Também ajudará a estabelecer uma ligação estreita entre as atividades de investigação no Atlântico Sul e no Atlântico Norte e a explorar sinergias com outras iniciativas. 
 
O reforço da investigação internacional e dos dados sobre os oceanos é igualmente um dos domínios prioritários da Comunicação Conjunta sobre a governação internacional dos oceanos, destinada a garantir oceanos seguros, limpos e geridos de forma sustentável. Esta comunicação e as ações conexas fazem parte da resposta da UE à Agenda 2030 das Nações Unidas e, mais concretamente, do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 14, «Vida Submarina». Além disso, é um exemplo concreto da forma como a Estratégia Global da UE produz resultados práticos. 
 
 

Corpo Europeu de Solidariedade: empregos e estágios a caminho

 
Meio ano depois de a Comissão Europeia ter lançado o Corpo Europeu de Solidariedade e na sequência da resposta à oferta de estágios de voluntariado, que começou em março de 2017, milhares de postos de trabalho e de estágios também estão aí a aparecer.
 
Para o efeito, a Comissão Europeia dá apoio a dois projetos conduzidos pelos serviços públicos de emprego da Itália e da França, que oferecem empregos ou estágios relacionados com a solidariedade noutro país da UE a pelo menos 6000 jovens.
 
Os dois projetos conduzidos pelo serviço público francês de emprego (Pôle Emploi) e a Agência Nacional Italiana para as políticas de trabalho ativas (ANPAL) reúnem os serviços públicos de emprego e organizações de diferentes Estados-Membros da UE, tais como as organizações patronais e institutos de formação, a fim de fornecer ofertas de emprego ou de estágio em domínios relacionados com a solidariedade a jovens dos 18 aos 30 anos. Os participantes selecionados terão a possibilidade de participar num amplo leque de atividades como a prestação de cuidados de saúde, a integração social, a proteção do ambiente, a assistência aos migrantes e aos refugiados ou a ajuda alimentar noutro país da UE. Os projetos dirigem-se aos empregadores, assegurarão a correspondência entre eles e os candidatos e prestarão apoio financeiro e de outros tipos aos participantes, como seja, formação. Os projetos estão dotados com mais de 14 milhões de EUR do programa Emprego e Inovação Social.
 
 

Novo Observatório mostra como a cultura e a criatividade contribuem para a prosperidade das cidades

 
A Comissão Europeia publicou a primeira edição do «Observatório das Cidades Culturais e Criativos».
 
Esta nova ferramenta fornece dados comparáveis sobre os resultados que as cidades europeias obtêm em nove dimensões — abrangendo a cultura e a criatividade — e realça o quanto esse desempenho contribui para o desenvolvimento social e para o crescimento económico e a criação de empregos.
 
Desenvolvido pelo serviço científico interno da Comissão Europeia, o Centro Comum de Investigação (CCI), o Observatório das Cidades Culturais e Criativos ajudará os decisores políticos, bem como os setores culturais e criativos, a identificar localmente os pontos fortes e os domínios a melhorar e a aprender com cidades que são comparáveis. Explica igualmente a forte relação entre o dinamismo cultural e as diferentes dimensões da vida da cidade, começando pela sua diversidade social e a sua atividade económica.
 
O Observatório das Cidades Culturais e Criativas é o resultado de um projeto de investigação que cobre 168 cidades em 30 países europeus. Está disponível como ferramenta em linha e interativa, que permite aos utilizadores pesquisar as cidades selecionadas, bem como um vasto leque de informação de natureza quantitativa e qualitativa sobre o respetivo desempenho.
 
Mostra, por exemplo, que a cidade cultural e criativa ideal na Europa seria a cidade resultante da amálgama das cidades com melhor desempenho em cada indicador. Essa cidade teria as infraestruturas e instalações culturais de Cork (Irlanda), a participação e a atratividade culturais e os empregos criativos e baseados no conhecimento de Paris (França), a propriedade intelectual e a inovação de Eindhoven (Países Baixos), os novos empregos em setores criativos de Umeå (Suécia), o capital humano e a educação de Lovaina (Bélgica), a abertura, a tolerância e a confiança de Glasgow (Reino Unido), as conexões locais e internacionais de Utreque (Países Baixos) e a qualidade da governação de Copenhaga (Dinamarca). Dessas oito cidades, cinco têm menos de 500 000 habitantes (Cork, Eindhoven, Umeå, Lovaina e Utreque).
 
Principais conclusões do estudo:
Cidades culturais e criativas na vanguarda: em comparação com outras cidades com população semelhante, Paris, Copenhaga, Edimburgo e Eindhoven têm melhor desempenho do que as suas homólogas;
Cultura, criatividade e prosperidade: a cultura e a criatividade contribuem para taxas mais altas de crescimento económico e são fundamentais para as cidades de baixos rendimentos;
A dimensão não é tudo: a dimensão de uma cidade não determina o seu desempenho na cultura e na criatividade, já que, em média, as pequenas e médias cidades obtêm resultados relativamente bons em comparação com as de maior dimensão;
Capitais voam alto, mas nem sempre no topo: ainda que as capitais estejam frequentemente na vanguarda, essas cidades são ultrapassadas nesse aspeto na Áustria, na Bélgica, na Itália, na Alemanha, na Polónia, na Espanha, nos Países Baixos e no Reino Unido.
 
 

UE e Japão chegam a acordo de princípio sobre acordo de parceria económica

 
A UE e o Japão chegaram a um acordo de princípio quanto aos elementos nucleares de um acordo de parceria económica.
 
Este será o mais importante acordo de comércio bilateral jamais concluído pela UE e, como tal, incluirá pela primeira vez um compromisso específico relacionado com o acordo de Paris sobre o clima.
 
Para a UE e os respetivos Estados-Membros, o acordo de parceria económica eliminará a grande maioria dos direitos pagos pelas empresas da UE, que ascendem a mil milhões de euros por ano, abrirá as portas do mercado japonês a exportações agrícolas específicas da UE e aumentará igualmente as oportunidades noutros setores. Este acordo respeita os mais elevados padrões em termos de proteção dos consumidores, da segurança, do ambiente e dos trabalhadores, salvaguarda plenamente os serviços públicos e compreende um capítulo sobre o desenvolvimento sustentável. Além disso, fundamenta-se nas elevadas normas de proteção dos dados pessoais que os dois, UE e Japão, preconizam, reforçando-as, e que ambos recentemente consagraram na sua legislação dedicada à proteção dos dados.
 
O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o Primeiro-Ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciaram a notícia da celebração do acordo de princípio durante a Cimeira UE-Japão.
O acordo de parceria económica aumentará as exportações da UE e criará novas oportunidades para as empresas europeias, pequenas e grandes, assim como para os seus trabalhadores e consumidores. O valor das exportações provenientes da UE poderá aumentar tanto quanto 20 mil milhões de euros, representando mais oportunidades e empregos em muitos setores da UE, como, por exemplo, a agricultura e os produtos alimentares, os curtumes, o vestuário e o calçado, os produtos farmacêuticos e os dispositivos médicos, entre outros.
 
O acordo:
- abre os mercados de serviços, nomeadamente o dos serviços financeiros, o do comércio digital, o das telecomunicações e o dos transportes;
- garante o acesso por parte das empresas europeias aos grandes mercados de contratos públicos no Japão em 48 grandes cidades e suprime os obstáculos aos contratos públicos no importante setor ferroviário ao nível nacional;
- protege os setores económicos sensíveis da UE, por exemplo, no setor automóvel, através de períodos de transição antes da abertura dos mercados.
 
O acordo também reforçará o papel de protagonismo desempenhado pela Europa a nível mundial na formulação da legislação de acordo com os seus valores fundamentais e salvaguardará os interesses e as sensibilidades da UE. Ao fazê-lo, contribui para resolver alguns dos desafios identificados no documento de reflexão Controlar a Globalização apresentado pela Comissão como parte de um processo de Livro Branco.
 
 

Candidaturas abertas para o Summer CEmp

 
 
 
Estão abertas até 16 de julho as candidaturas para a primeira edição do Summer CEmp que vai decorrer de 29 de agosto a 1 de setembro de 2017 em Monsanto, organizada pela Representação da Comissão Europeia em Portugal com o apoio da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e da rede de Aldeias Históricas de Portugal.
As candidaturas devem ser feitas através do preenchimento do  até às 23h59 de 16 de julho, embora a Representação possa decidir fechar as candidaturas antes deste prazo caso receba mais de 200. A participação é gratuita e a seleção será feita com base no perfil, motivação e diversidade. 
 
O Summer CEmp consiste em 3 dias de formação intensiva e prática sobre a União Europeia e os possíveis caminhos de futuro com um grupo de 40 jovens universitários de todo o país em interação direta com protagonistas da atualidade política e mediática nacional e europeia. Este debate informal decorrerá no contexto da "aldeia mais portuguesa de Portugal" (Monsanto) e é uma das iniciativas para responder ao repto do Presidente Jean-Claude Juncker de debater o futuro da Europa com os cidadãos, quando lançou o "Livro Branco sobre o Futuro da Europa".
 
Informações Práticas – Summer CEmp – I edição - 2017
O Summer CEmp é um seminário intensivo e interativo com formatos práticos de aprendizagem. Nasce da necessidade de envolver os jovens no debate ativo sobre a União Europeia, os possíveis cenários de futuro após os 60 anos da sua fundação e sobre o papel da Comissão Europeia em temas prioritários. Em três dias, um grupo diverso de estudantes dinâmicos vão dialogar com um leque de protagonistas da atualidade política e mediática portuguesa e europeia e entender de forma prática o projeto europeu e o seu papel como cidadão.
 
Agenda: Conversas interativas com 20 oradores de alto nível – políticos, jornalistas, empreendedores, académicos, desportistas, artistas - compõem o eixo central do programa. Misturadas com uma variedade de atividades práticas aproveitando os recursos do grupo e da Aldeia.
 
Quando? De 29 de agosto (16h00) a 1 de Setembro de 2017 (16h00)
Onde? Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal. Num cenário rural e inspirador, o debate faz-se na interação com os aldeões e em dinâmica com o património cultural e natural. Fica a cerca de 280km de Lisboa e do Porto e a 40km de Castelo Branco e da Guarda.
 
Para quem? 40 estudantes universitários de nacionalidade portuguesa até aos 30 anos que provem dinamismo (nesta primeira edição daremos prioridade a finalistas de licenciatura ou a estudantes de mestrado em Ciência Política, Relações Internacionais, Estudos Europeus, Jornalismo e Comunicação Social). 
 

#SUMMERCEmp

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