«O mar um universo de recursos»

Nos passados meses de novembro e dezembro de 2018, o CIED – Alentejo Central e Litoral participou no ciclo de colóquios «O Mar um Universo de Recursos» organizado pelo CIED –Área Metropolitana de Lisboa em parceria com este CIED –Alentejo Central e Litoral e o CIED – Oeste e Lezíria do Tejo.  No âmbito desta parceria foram realizados 3 colóquios dedicados a aspetos específicos de atividades da nossa costa: o ambiente, o Surf enquanto atividade económica e o turismo desenvolvido pela náutica de recreio.

No dia 15 de novembro, pelas 15 horas decorreu no auditório da biblioteca do campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova – Monte da Caparica, o colóquio dedicado ao ambiente. O evento contou com a participação dos oradores Dr. Miguel Henriques, Biólogo do parque marinho Professor Luiz Saldanha e Dra. Lia Vasconcelos, Professora do Departamento de Ciências e Engenharias do Ambiente da FCT e Investigadora MARE – Centro do Mar e Ambiente. Os oradores convidados apresentaram o processo de desenvolvimento da zona de reserva do parque marinho Prof. Luiz Saldanha – Arrábida no contexto do seu ecossistema marinho e socioeconómico.

O colóquio: «o surf enquanto atividade económica», decorreu no dia 5 de dezembro de 2018, na Ericeira Business Factory, pelas 15 horas. Este encontro contou com a presença do Dr. João Costa Professor da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do IPL, que abordou questões relativas à sustentabilidade da utilização das praias no contexto da exploração económica das escolas de Surf e as necessidades de regulamentação que se têm sentido em Peniche. E com o orador convidado Kalu Oliveira agente económico, do Alentejo Litoral, na área do surf que explicou a forma como tem evoluído toda a sua área de atividade económica em volta da cultura e prática do Surf sustentável.

A última iniciativa decorreu no auditório da biblioteca da Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, a 7 de dezembro de 2018, pelas 15 horas e teve como oradores convidados o Professor António Santos, dinamizador do Centro de Formação Desportiva de Atividades Náuticas de Setúbal e Engenheiro Joaquim Parrinha agente económico da náutica e recreio da zona de Sines. Esta iniciativa promoveu o debate entre docentes e alunos de forma a refletir o quanto os jovens estão afastados destas práticas desportivas e o acesso à formação enquanto forma de vencer essa problemática de contexto atual. Apontando-se a naútica de recreio como uma atividade potenciadora do elevado nível turistíco da costa portuguesa.

Estes eventos permitiram divulgar a atuação e prioridades da U.E em relação à sustentabilidade ambiental e ao desenvolvimento regional do litoral português. Para o ano de 2019 o ciclo de conferências «o mar um universo de recursos» será organizado pelo CIED – Alentejo Central e Litoral, no Alentejo Litoral, em parceria com o CIED – Oeste e Lezíria do Tejo e o CIED – Área Metropolitana de Lisboa. 

Startup de Évora, entre os quatro projetos inovadores distinguidos pela Comissão Europeia

 
A Comissão Europeia anunciou mais uma leva de resultados do Instrumento PME para apoiar 283 projetos inovadores, dos quais quatro em Portugal, ao abrigo do projeto-piloto do Conselho Europeu de Inovação (CEI). 
 
Por ocasião da divulgação da lista de beneficiários, Carlos Moedas, Comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, responsável pelo programa Horizonte 2020 que financia o Instrumento PME, disse: «Apoiar a inovação disruptiva e, através dela, o crescimento económico e a criação de novos produtos e serviços e consequentemente novos postos de trabalho é o foco do Conselho Europeu de Inovação (CEI). Já foram apoiados 1276 projetos, financiados em mais de 730 milhões de euros. Este é um apoio muito importante para os europeus que continuam a apostar na inovação. E os quatro projetos portugueses agora premiados em Portugal são provas de que, quando apostam na inovação, os portugueses conseguem ser exemplos de excelência neste domínio.»
 
Projetos apoiados em Portugal:
LOQR, da empresa Loqr, de Braga, que desenvolveu um sistema seguro de identificação digital (Fase 1 do Instrumento PME - 50 mil euros);
ClarifyLupus, da Clarify Analytical, de Évora, que desenvolveu um teste que permite diagnosticar a doença do lúpus numa fase inicial (Fase 1 do Instrumento PME - 50 mil euros);
SpartWISE, da empresa Spartax Chemicals, de Ramada, que desenvolveu uma produção em larga escala de esparteína (Fase 1 do Instrumento PME - 50 mil euros);
VECTRACK, do qual é parceiro o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, que desenvolveu um sistema de observação terrestre de doenças vectoriais (Processo Acelerado para a Inovação - 1,5 milhões de euros).
 
Contexto:
Na Fase 1 do Instrumento PME, cada projeto recebe 50 000 euros para esboçar um plano de negócio. Já no Processo Acelerado para a Inovação, os projetos recebem cerca de 2 milhões de euros para tecnologias inovadoras, conceitos e modelos de negócio próximos do mercado. Todos  os projetos apoiados têm acesso a serviços gratuitos de aceleração e formação empresarial.
O Instrumento PME e o Processo Acelerado para a Inovação são hoje uma parte central do projeto-piloto do CEI, focado em produtos, serviços, processos e modelos de negócio inovadores que abram novos mercados. Até 2020, o projeto-piloto do CEI vai distribuir 2,7 mil milhões de euros a inovações revolucionárias, sob alçada do Horizonte 2020.
 
 

Negociadores da UE chegam a acordo quanto ao reforço da cibersegurança na Europa

 
O Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão Europeia chegaram a um acordo político sobre o Regulamento Cibersegurança, que reforça o mandato da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (Agência da União Europeia para a Segurança das Redes e da Informação, ENISA) a fim de prestar mais apoio aos Estados-Membros na luta contra as ameaças e os ataques no domínio da cibersegurança. 
 
O regulamento define igualmente um quadro da UE para a certificação da cibersegurança, reforçando a cibersegurança dos serviços em linha e dos dispositivos destinados aos consumidores.
 
Proposto em 2017 no âmbito de um vasto conjunto de medidas destinadas a combater os ciberataques e reforçar a cibersegurança na UE, o Regulamento Cibersegurança prevê:
um mandato permanente para Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA), que substitua o seu mandato limitado que teria expirado em 2020, bem como a atribuição de mais recursos que permitam à agência alcançar os seus objetivos, e
uma base mais sólida para a ENISA no novo quadro de certificação da cibersegurança, a fim de ajudar os Estados-Membros a reagirem de forma eficaz aos ciberataques, atribuindo um papel mais importante à cooperação e coordenação a nível da União.
A ENISA contribuirá também para promover as capacidades da UE em matéria de cibersegurança e apoiar o reforço das capacidades e a capacidade de resposta. Por último, a ENISA será um centro especializado independente que contribuirá para promover um elevado nível de sensibilização dos cidadãos e das empresas, e que ajudará também as instituições da UE e os Estados-Membros na elaboração e aplicação de políticas.
O Regulamento Cibersegurança cria igualmente um quadro para os certificados europeus de cibersegurança relativos a produtos, processos e serviços e que serão válidos em toda a UE. Este regulamento representa uma iniciativa arrojada, uma vez que é o primeiro ato legislativo no domínio do mercado interno que aceita o repto de reforçar a segurança dos produtos conectados, dos dispositivos da Internet das coisas e das infraestruturas críticas através a criação de certificados. A criação deste quadro de certificação da cibersegurança integra dispositivos de segurança nas primeiras fases da sua conceção técnica e desenvolvimento (segurança desde a conceção). Permite também aos utilizadores avaliarem o nível de garantia de segurança e garante que esses elementos de segurança sejam verificados de uma forma independente.
 
Vantagens para os cidadãos e para as empresas
As novas regras permitirão aos cidadãos europeus terem confiança nos dispositivos que utilizam diariamente, uma vez que poderão efetuar escolhas entre diferentes produtos, como os dispositivos da Internet das coisas, todos eles ciberseguros.
O quadro de certificação assumirá a forma de um balcão único para a certificação da cibersegurança, o que reduzirá, de forma significativa, os custos para as empresas, e em especial as PME que, de outro modo, teriam de solicitar um certificado diferente para cada país. Uma certificação única eliminará igualmente os potenciais obstáculos à entrada nos mercados. Além disso, as empresas são encorajadas a investir na cibersegurança dos seus produtos e a transformar este facto numa vantagem competitiva.
 

Uma Europa que ouve os cidadãos: diálogos com os cidadãos e consultas aos cidadãos

 
Antes da reunião do Conselho Europeu, a Comissão Europeia publica um relatório intercalar sobre os diálogos com os cidadãos e as consultas aos cidadãos. 
 
O relatório baseia-se nos contributos dos cidadãos e alimentará os debates dos dirigentes da UE no Conselho Europeu de 13 e 14 de dezembro de 2018. Desde o início da Comissão Juncker, foram realizados mais de 1 200 debates públicos informais nas câmaras municipais, universidades, fábricas e outros locais em toda a União Europeia, contando com a participação de 160 000 cidadãos de todas as nacionalidades, idades, raças, religiões e espetros políticos. A mensagem transmitida pelos cidadãos é categórica: os europeus querem desempenhar um papel ativo na definição do futuro da União.
 
O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declarou: «O debate e o diálogo fizeram parte do ADN desta Comissão desde o primeiro dia. Lançámos um diálogo permanente com os cidadãos, com toda a equipa de Comissários a percorrer o território da União para ouvir as expectativas, os receios e as ideias dos europeus. As reações dos participantes nas consultas mostram que os europeus não se querem limitar a expressar as suas opiniões e que também pretendem ser envolvidos no processo de tomada de decisões. A Europa tem de ser mais forte e estar mais unida, o que só será possível se for mais democrática.» 
 
De acordo com o relatório intercalar, cerca de dois terços dos europeus afirmam estar otimistas quanto ao futuro da União Europeia, a percentagem mais elevada desde 2009. A maioria dos cidadãos considera que a Europa é a chave para enfrentar os desafios que se colocam atualmente, nomeadamente as alterações climáticas, as questões económicas e sociais, as migrações e a segurança. Consideram que a Europa é um continente de valores, um projeto de paz e um espaço de liberdade e democracia onde os direitos fundamentais são respeitados.
 
Setenta e seis por cento dos inquiridos pensam que a UE é um espaço de estabilidade num mundo conturbado e pretendem que tanto a política externa como a política de defesa sejam comuns.
 
Embora muitos reconheçam as vantagens do euro (cerca de três quartos da população da área do euro apoiam a União Económica e Monetária), continuam a manifestar a sua preocupação quanto ao aumento dos preços e à instabilidade gerada pela falta de cumprimento das regras. Os europeus gostariam de assistir a um maior grau de harmonização em domínios como o ambiente e a segurança alimentar. Pretendem uma economia dinâmica e reformas para tornar a União mais eficiente e transparente.
 

Sessão de Debate #EUandME – 21 dezembro 2018

 

No próximo dia 21 de dezembro de 2018, o Centro Europe Direct Alentejo Central e Litoral irá realiza sessão de Debate #EUandME, no Restaurante “Cantinho da Ti Bilete” em Évora.

Nesta sessão será apresentada a campanha #EUandME e debatido o papel da União Europeia e o seu impacto na vida dos cidadãos. Na sessão estarão presentes técnicos de várias entidades de referência da Região Alentejo.

 

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