Comissão distingue Mulheres Inovadoras da UE 2017

 
Numa cerimónia em Bruxelas por ocasião do Dia Internacional da Mulher, o Comissário europeu Carlos Moedas e o Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Mairead McGuinness, anunciaram as quatro empreendedoras de excelência vencedoras do Prémio Mulheres Inovadoras da UE 2017, financiado pelo Programa Horizonte 2020. 
Este Prémio foi atribuído no ano passado à portuguesa Susana Sargento, que esteve presente na cerimónia e falou sobre a sua experiência. Recorde-se que a ideia desta portuguesa premiada em 2016 transforma os veículos em pontos de acesso Wi-fi e cria redes móveis à escala das cidades que recolhem terabytes de dados urbanos.
 
As vencedoras do Prémio Mulheres Inovadoras da UE 2017 são:
1.º Prémio (100 000 euros) para Michela Magas, de nacionalidade croata/britânica, fundadora do Stromatolite, um laboratório de design da inovação no Reino Unido com um estúdio na Suécia e dedicado à construção de uma nova geração de instrumentos para a incubação e criatividade tecnológica.
2.º Prémio (50 000 euros) para Petra Wadström da Suécia, fundadora da Solvatten, que produz um purificador portátil de água e um aquecedor para que funciona com energia solar.
3.º Prémio (30 000 euros) para Claudia Gärtner, da Alemanha, fundadora da microfluidic ChipShop, que disponibiliza sistemas lab-on-a-chip como soluções miniaturizadas para um melhor diagnóstico.
 
O Prémio Inovadoras em Ascensão, uma nova categoria introduzida este ano com uma recompensa no valor de 20 000 euros e que reconhece a excelência de mulheres empreendedoras de idade igual ou inferior a 30 anos, foi atribuído a:
Kristina Tsvetanova, da Bulgária, Diretora Executiva e cofundadora da empresa austríaca BLITAB Technology, que produziu o primeiro tablet para utilizadores invisuais, chamada BLITAB.
 
As vencedoras financiaram ou cofinanciaram recentemente uma empresa bem-sucedida com base nas suas ideias inovadoras e todas receberam no passado financiamento da UE para a investigação e a inovação. As laureadas foram selecionadas por um júri de alto nível de peritos independentes (dos domínios empresarial, do capital de risco, do empreendedorismo e dos meios académicos) no seguimento de um convite aberto à apresentação de propostas no outono de 2016.
 
 

A Emancipação Económica das Mulheres

 
A igualdade entre mulheres e homens foi consagrada no Tratado de Roma há 60 anos, como um dos valores fundamentais da União Europeia. Desde então, a igualdade de género tem sido um pilar da união entre os estados-membros.
Este ano, a Comissão Europeia volta a celebrar os feitos históricos conquistados pelas mulheres, e a incentivar o debate sobre o tema, fomentando a discussão de questões ligadas à emancipação económica das mulheres.
À luz deste tema, o Centro Europe Direct Alentejo Central e Litoral realizou uma sessão de informação e debate da Escola Secundária Severim de Faria, onde também foram abordados temas como a igualdade de salários, igualdade de oportunidades e progressão na carreira.
A sessão contou com a presença de jovens do Curso Profissional de APS (Técnico de Apoio Psicossocial), que se demonstraram bastante à vontade a falar sobre o tema e expressaram as suas opiniões.
 

Dia Internacional da Mulher de 2017

 
 
Agora, como no momento da sua fundação, a União Europeia está ao lado das mulheres na Europa e no mundo.
A igualdade entre mulheres e homens foi consagrada no Tratado de Roma há 60 anos, como um dos valores fundamentais da União Europeia. Nessa altura, o empenho da Europa no princípio do salário igual para trabalho igual era único no mundo. Desde então, a UE tem-se mantido na vanguarda e tem feito progressos visíveis em todas as frentes. Trabalhamos incansavelmente a fim de defender os direitos das mulheres e de lhes dar a capacidade necessária para lutarem contra a discriminação e a violência com base no sexo.
Nunca como em 2017 houve tantas mulheres a trabalhar, a concluir cursos universitários e ativas na política ou a desempenhar cargos cimeiros em empresas europeias. Na Comissão, as mulheres representam 55 % do efetivo total. No entanto, na União Europeia são ainda muitas as mulheres, especialmente mães solteiras, que continuam a lutar para conseguir a independência económica. Se é verdade que a taxa de emprego das mulheres na União Europeia atingiu em 2016 o valor recorde de 65,5 %, não é menos verdade que permanece bastante inferior à dos homens, que é de 77 %.
Muito há ainda a fazer dentro e fora da Europa. As mulheres contam-se frequentemente entre os grupos mais vulneráveis nas situações de conflito, de migração e de deslocação de populações e nas zonas mais fortemente afetadas pela pobreza e pelas alterações climáticas. Além disso, assiste-se ao crescimento exponencial do número de mulheres vítimas de tráfico que chegam à UE no atual contexto de migração.
A intolerância relativamente às mulheres e a misoginia manifestam-se na esfera pública, assim como sob o repelente anonimato da Internet. Os ataques contra os direitos das mulheres estão a aumentar. Demasiados europeus continuam a pensar que as relações sexuais sem consentimento são justificáveis. As mulheres são também as primeiras vítimas da discriminação e da violência, especialmente nas zonas de conflito por todo o mundo.
São, contudo, muitas vezes elas as primeiras a procurar soluções, a resistir face à adversidade e a ter uma visão para o futuro dos seus países. Por este motivo, a UE continua a dialogar com os agrupamentos de mulheres de todo o mundo, inclusivamente nas circunstâncias mais difíceis, como no Afeganistão e na Síria.

Quão avançado é o nosso país no domínio digital?

 
De acordo com o Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade (IDES) para 2017, a UE tem apresentado progressos, mas o fosso existente entre os países do topo da classificação digital e os países com menor desempenho é ainda demasiado grande. São necessários mais esforços e investimentos para tirar o máximo partido do mercado único digital.
A Comissão Europeia publicou os resultados da edição de 2017 do Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade (IDES), instrumento que apresenta o desempenho dos 28 Estados-Membros num conjunto de domínios, que vão da conectividade e das competências digitais à digitalização das empresas e dos serviços públicos.
Andrus Ansip, Vice-Presidente responsável pelo mercado único digital, afirmou: «A Europa está a tornar-se cada vez mais digital, mas há vários países que têm de intensificar os seus esforços. Todos os Estados-Membros devem investir mais para poderem beneficiar plenamente do mercado único digital. Não queremos uma Europa digital a duas velocidades. Devemos trabalhar em conjunto para transformar a UE num líder digital a nível mundial.»
Globalmente, a UE tem registado progressos e, relativamente ao ano passado, melhorou o seu desempenho digital em 3 pontos percentuais, mas o ritmo poderia ser mais rápido e a situação varia de um Estado-Membro para o outro (o fosso digital – ou seja o fosso entre países mais avançados e países menos avançados a nível digital é de 37 pontos percentuais, em comparação com os 36 pontos percentuais registados em 2014). A Dinamarca, a Finlândia, a Suécia e os Países Baixos lideram o IDES deste ano, seguidos do Luxemburgo, da Bélgica, do Reino Unido, da Irlanda, da Estónia e da Áustria. Os três primeiros classificados a nível da UE lideram também a classificação a nível mundial, à frente da Coreia do Sul, do Japão e dos Estados Unidos. A Eslováquia e a Eslovénia são os países da UE que têm apresentado maiores progressos. Apesar de algumas melhorias, diversos Estados-Membros, incluindo a Polónia, a Croácia, a Itália, a Grécia, a Bulgária e a Roménia, continuam a registar atrasos no seu desenvolvimento digital em comparação com a média da UE. Em relação a Portugal, ocupamos o 15º lugar do ranking.

Reunião de Coordenação dos CIED

 
O Centro Europe Direct Alentejo Central e Litoral marcou presença em mais uma reunião de coordenação da Rede dos Centros de Informação Europe Direct, que decorreu nos dias 2 e 3 de março, nas instalações da Representação da Comissão Europeia em Portugal, no Centro Jean Monnet, em Lisboa.
A reunião contou com a presença de Sofia Colares Alves, Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal, e de Pedro Valente da Silva, Diretor do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu, que fizeram uma apresentação do contexto político atual na União Europeia.
Durante estes dois dias foram discutidos os desenvolvimentos mais recentes do Plano de Investimento para a Europa, os 30 anos do programa Erasmus +, os 60 anos do tratado de Roma e o Corpo Europeu de Solidariedade.
Abordou-se ainda temas como o Livro Branco sobre o futuro da europa, lançado a 1 de março, e os 5 cenários possíveis, referidos pelo Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.
Para além do destaque dado ao discurso do Presidente da Comissão Europeia, foram também discutidas outras temáticas, das quais se destaca as Medidas de Financiamento para 2017 e a Campanha de Divulgação dos centros a nível nacional.
 

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