Activista bielorrusso Ales Bialiatski vence Prémio Vaclav Havel

O activista da Bielorrússia, Ales Bialiatski, preso desde Agosto de 2011, é o vencedor do primeiro Prémio dos Direitos Humanos Vaclav Havel, atribuído pelo Conselho da Europa.
Além de director do Centro dos Direitos Humanos Viasna, que criou em 1996, Ales Bialiatski é também vice-presidente da Federação Internacional dos Direitos Humanos, desde 2007.
O galardão e o cheque no valor de 60 mil euros foram entregues à esposa de Bialiatski, na sessão de abertura da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, na cidade francesa de Estrasburgo.
A pena de quatro anos e meio de prisão por fraude fiscal é vista pelo Conselho da Europa como uma perseguição política do ditador bielorrusso, Alexander Lukashenko, no poder há quase duas décadas.

Melhorar a educação digital na Europa é a nova iniciativa da UE

Uma nova iniciativa da UE contribuirá para dotar os jovens das competências informáticas necessárias para serem bem-sucedidos no século XXI.
Até 2020, mais de 90% dos postos de trabalho na Europa exigirão competências no domínio da informática, reflectindo o papel cada vez mais importante que este tipo de tecnologia desempenha nas nossas vidas. Não obstante, muitas escolas e universidades não dispõem dos recursos nem da conectividade ou do equipamento necessários para acompanhar esta evolução.
Para colmatar esta lacuna e ajudar a assegurar a competitividade dos cidadãos europeus na era digital, a UE lançou a iniciativa Abrir ao Mundo os Sistemas de Educação, que visa aumentar os recursos disponíveis para estudantes, estabelecimentos de ensino e professores e melhorar as infra-estruturas informáticas e a conectividade nas escolas.
Esta nova iniciativa integra-se num vasto plano da UE destinado a aumentar as competências digitais na Europa. Apesar do crescente papel que a tecnologia digital desempenha na sociedade actual, apenas um número limitado de pessoas sabem como funcionam os telemóveis e os computadores portáteis. Aquando do lançamento da nova estratégia, a Comissária Europeia da Educação, Androulla Vassiliou, declarou: «Não basta saber utilizar uma aplicação ou um programa; precisamos de jovens que possam criar os seus próprios programas.» Esta iniciativa permitirá aos jovens adquirir as competências necessárias para obterem um futuro emprego e aumentará a criatividade e o empreendedorismo das pessoas no mercado de trabalho europeu. 

17 países europeus declaram apoio a ministra italiana alvo de racismo

Cécile Kyenge tem sido alvo de frequentes insultos desde que foi nomeada ministra para a Integração do Governo de Enrico Letta.
“Stop ao racismo, é preciso reafirmar os valores europeus”: num gesto inédito, 17 países europeus, incluindo Portugal, deram o seu apoio à ministra italiana Cécile Kyenge, alvo frequente de insultos racistas, numa “Declaração de Roma” assinada nesta segunda-feira.
Era preciso fazer “qualquer coisa rapidamente para dizer ‘basta, isto é inaceitável’, explicou à AFP a vice-primeira-ministra belga Joëlle Milquet, que foi a promotora da iniciativa.
Depois de ter sido nomeada ministra da Integração do Governo de Enrico Letta, Cécile Kyenge (que é originária da República Democrática do Congo) já foi chamada de orangotango por um ministro da Liga Norte, partido xenófobo que é contra a imigração, foram-lhe atiradas bananas durante um comício, e é alvo frequente de todo o tipo de insultos racistas nas redes sociais.
Aos jornalistas, Cécile Kyenge disse apreciar o gesto dos seus colegas europeus, mesmo que “o problema não diga respeito apenas a mim”, mas também “às instituições”. Segundo a ministra italiana, o seu caso fez “ressurgir questões que pareciam enterradas mas que estão agora a ressurgir.”
“A Europa é feita de pessoas com cores de pele diferentes, com religiões diferentes, é feita de gente que nasceu no estrangeiro mas que escolheu este continente”, disse Kyenge.
A Declaração de Roma sublinha que os políticos têm “uma responsabilidade particular” em dar o exemplo na luta contra o racismo e a xenofobia, e pede-lhes que “mostrem determinação nessa luta, tanto nas palavras como nos gestos”.

Os sistemas de educação na UE não reflectem as necessidades do mercado de trabalho

Por um lado jovens com elevados níveis de instrução mas desempregados, por outro, empresas com dificuldade em encontrar trabalhadores adequados. Como podem os sistemas de educação preparar os jovens para a vida real? Falámos com Katarína Neveďalová sobre parcerias entre escolas e empresas e sobre a necessidade dos jovens pensarem duas vezes na escolha da área de formação. A comissão da cultura e educação aprovou o relatório da eurodeputada eslovaca (S&D), “Repensar a Educação”, a 17 de Setembro.


Os sistemas de educação variam nos diversos Estados-Membros, mas existe algum problema comum?
Os sistemas de educação na União Europeia não reflectem as necessidades do mercado de trabalho. Temos um número invulgarmente alto de estudantes universitários e de licenciados, mas temos também um número elevado de desempregados, cuja área de formação não corresponde às necessidades do mercado de trabalho. Quando os jovens escolhem a área de formação devem pensar no que podem fazer com essa mesma área.
Já sabemos que competências vamos precisar para o mercado de trabalho nos 20 próximos anos. E temos que nos preparar. Teremos uma população envelhecida, no entanto, ninguém aborda a necessidade de assegurar cuidados de saúde aos mais idosos, a necessidade de enfermeiros e médicos. Sabemos que daqui a dois anos a UE vai precisar de cerca de 1 milhão de trabalhadores nas áreas das tecnologias da informação e da comunicação, mas ainda não estamos a formar estas pessoas!


A educação é no entanto responsabilidade dos Estados-Membros. O que pode a UE fazer nesta área?
A União Europeia pode e faz recomendações. Também temos um novo programa de mobilidade Erasmus+ para o período 2014-2020, não só para estudantes mas também para professores.

Governo quer direccionar 21 mil milhões do QREN para as empresas

O Governo vai mudar a estratégia e canalizar o dinheiro dos fundos comunitários para as empresas. O objectivo é incentivar a criação de emprego durante o período 2014/2020.
O pacote de 21 mil milhões que começa a chegar em Janeiro ainda está ainda a ser negociado com Bruxelas, mas a versão preliminar revela uma redução do investimento em escolas e estradas, onde o Governo acredita que já se fez muito.
“O que está feito já está feito, não vamos precisar de voltar a fazer, mas ainda há escolas por fazer e por modernizar, só que em menor número, pelo que o volume de recursos que vamos afectar é menor do que o que foi até agora”, explica à Renascença o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional. Castro Almeida sublinha que, nos últimos quatro anos, foram investidos mais de 2.300 milhões de euros em edifícios escolares. É tempo agora de fazer uma "correcção de tendência".
Outra prioridade é a simplificação do processo de candidaturas, com a redução da burocracia. “Não vamos exigir a factura do táxi. Vamos arranjar preços indicativos para um conjunto de tarefas que dispensam depois estar a juntar um conjunto enorme de pequenas despesas, recorrendo mais a preços médios, por exemplo”, explica Castro Almeida.
A proposta que chegou de Lisboa a Bruxelas é ainda preliminar, mas o Governo espera que, no segundo semestre de 2014, comece a chegar o dinheiro.

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