Plano Juncker ultrapassa o objetivo de investimento inicial

 
Comissão Europeia e o Grupo do Banco Europeu de Investimento (Grupo BEI) cumpriram o seu compromisso de mobilizar 315 000 milhões de EUR de investimento adicional ao abrigo do Plano de Investimento para a Europa, o Plano Juncker. Com o apoio de uma garantia orçamental da União Europeia e dos recursos próprios do Grupo BEI, foram aprovadas 898 operações, que deverão mobilizar 335 000 milhões de EUR de investimento nos 28 Estados-Membros da UE. Este valor é superior ao objetivo inicial de 315 000 milhões de EUR estabelecido em 2015, quando o FEIE foi lançado, contribuindo para colmatar o défice de investimento resultante da crise económica e financeira. Prevê-se que 700 000 pequenas e médias empresas (PME) venham a beneficiar de um melhor acesso ao financiamento. Dado o êxito do FEIE, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu acordaram no ano passado em prolongar a sua duração e aumentar a sua capacidade para 500 000 milhões de EUR até ao final de 2020.
 
O Departamento de Economia do BEI e o Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão estimam que as operações do FEIE já apoiaram mais de 750 000 postos de trabalho, prevendo-se que o número aumente para mais de 1,4 milhões de postos de trabalho até 2020 em relação ao cenário de base. Além disso, os cálculos indicam que o Plano Juncker já aumentou o PIB da UE em 0,6 %, prevendo-se que aumente o PIB da UE em 1,3 % até 2020. Dois terços dos 335 000 milhões de EUR angariados provêm de recursos privados, o que significa que o FEIE também atingiu o seu objetivo de mobilizar o investimento privado.
 
Tendo em conta a dimensão da sua economia, o maior impacto ocorreu nos países mais atingidos pela crise, ou seja, Chipre, Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha. Embora o impacto do investimento direto tenha sido particularmente elevado nesses países, os cálculos permitiram concluir que as regiões abrangidas pela política de coesão (na sua maioria países da Europa Oriental) tendem a beneficiar mais de um efeito a longo prazo.

Plásticos descartáveis: está #ReadyToChange?

 
A vida passa tão rapidamente que nem sempre temos tempo para pensar nas pequenas escolhas diárias que fazemos - como usar uma chávena de café descartável com uma tampa de plástico ou aceitar uma palhinha com a nossa bebida.
 
43% de todo o lixo marinho que polui os nossos oceanos é composto por apenas 10 tipos de objetos de plástico descartáveis; recipientes para alimentos, copos e tampas de bebidas para levar, cotonetes, talheres (incluindo palhetas, misturadores e palhinhas), balões e hastes, embalagens e invólucros, garrafas, beatas de cigarros, produtos sanitários e sacos de compras. Logo que terminamos a utilização destes produtos, acabam no mundo natural; chegam com a maré às nossas praias ou mergulham nos oceanos. Este lixo tem um impacto negativo nos ecossistemas, na biodiversidade e até na saúde humana.
 
Isto não pode continuar. Temos de estar preparados para mudar a forma como pensamos no plástico descartável.
 
Para promover o conhecimento de alternativas sustentáveis aos produtos de plástico descartáveis, a Comissão Europeia lançou a 5 de junho de 2018 uma campanha de comunicação pública. Começou com o Dia Mundial do Meio Ambiente, que este ano teve o tema "Combate à poluição causada pelo plástico". A campanha concentra-se no impacto causado por diferentes tipos de plásticos descartáveis, realçando alternativas sustentáveis, disponíveis e acessíveis que formam a chave para enfrentar o problema.
 
A campanha coloca em destaque diferentes categorias de objetos de plástico descartáveis, incluindo cotonetes, sacos de compras, copos para café e respetivas tampas, palhinhas, talheres, pauzinhos de chupa-chupas e invólucros de doces e garrafas de plástico.
 
 

5 minutos de Europa - Diálogos com os Cidadãos

 
 
Em julho o CIED – Alentejo Central e Litoral, propõe trazer à rádio Sines, «5 minutos de europa» sobre os eventos «Diálogos com os Cidadãos». 
 
A técnica da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, Sofia Lampreia, apresentou os Diálogos com os Cidadãos como debates públicos, que se realizam com a participação de comissários europeus e outros responsáveis políticos da UE, por exemplo: deputados do Parlamento Europeu, e políticos nacionais, regionais e locais. 
 
Estes diálogos visam criar fóruns que tem por fim dar a oportunidade (ao cidadão comum) de colocar perguntas aos responsáveis políticos da U E, de lhes dar a sua opinião e de lhes explicar de que forma são afetados pelas políticas europeias.
Um exemplo de «Diálogos com os Cidadãos», foi o que ocorreu na feira do mar em Sines. O CIED – Alentejo Central e Litoral em conjunto com as diversas entidades parceiras do evento convidou, com o acordo da representação da Comissão Europeia em Portugal a Diretora Dora Correia (portuguesa, açoriana) da DGMARE da Comissão Europeia, que está em Bruxelas, para que estivesse presente com os parceiros de palco: Rúben Eiras da Direção das Políticas do Mar e Teresa Almeida Gestora do Mar 2020. Com o objetivo de darem a perspetiva U E e nacional da política do mar com possibilidade de os cidadãos exporem também a sua visão particular sobre o assunto. 
 
 
Assim, propomos aos nossos ouvintes que fiquem atentos aos «Diálogos com os Cidadãos» em: https://ec.europa.eu/info/events/citizens-dialogues_pt
 

Prodsmart, empresa de arraiolos distinguida no Horizonte 2020 da Comissão Europeia

 
A Comissão Europeia divulgou os mais recentes resultados da Fase 1 do Instrumento PME do Programa de Investigação Horizonte 2020, que contemplou mais 242 PME de 30 países, entre os quais Portugal. Neste grupo encontram-se oito PME portuguesas que irão receber 50 000 euros cada, perfazendo um total de 400 mil euros dos 12 milhões atribuídos nesta fase. 
 
Por ocasião da divulgação da lista de beneficiários, Carlos Moedas, Comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, também responsável pelo Instrumento PME do Horizonte 2020, disse: «Estas oito empresas são excelentes exemplos da inovação que se faz em Portugal. A estas juntam-se outras 79 PME que, desde 2014, foram financiadas pela Fase 1 do Instrumento PME. O total de financiamento para empresas portuguesas neste contexto é hoje de 10,25 milhões de euros e não duvido que esse número continue a crescer no futuro. A União Europeia apoia as PME inovadoras e, cada vez mais, os portugueses percebem que o futuro se faz a partir da inovação. Por isso, importa que continuem a apostar nela, a arriscar e a concorrer a este e outros financiamentos europeus. O meu desejo é o de que estas boas notícias incentivem mais portugueses a participar nestes programas, pois só aqueles que participam ativamente têm possibilidade de beneficiar destas oportunidades. Os resultados são claros e é visível o sucesso que as empresas e os empreendedores portugueses têm tido».
 
Em Portugal, são oito as empresas beneficiárias:
A Spawnfoam, de Andrães, Vila Real, que comercializa material biocomposto com possível utilização, entre outras, no mercado da reflorestação;
A Prodsmart, de Arraiolos, um serviço de cloud com soluções em tempo real para o rastreio de linhas de produção;
A Smallmatek, de Aveiro, pioneira no desenvolvimento de nanotecnologias que evitam a corrosão dos metais;
A SILICO, de Braga, que desenvolveu a tecnologia BUTANOVA, com uma alternativa biológica para a produção de n-butanol;
A LifeTag, de Cantanhede, responsável pelo desenvolvimento da PermeAbility, um novo teste para medir a permeabilidade intestinal em pacientes com doença inflamatória crónica;
A DART Diagnostics, de Lisboa, que desenvolveu uma nova tecnologia que permite imunoensaios com maior sensibilidade à salmonela;
A Ophiomics, de Lisboa, que desenvolveu um instrumento específico de diagnóstico do carcinoma hepatocelular;
A Last2ticket, do Porto, responsável por soluções eficazes em termos de custo, adaptáveis e transparentes para a gestão de eventos, concebidas para responder às necessidades das PME.
 
Nesta fase do Instrumento PME, cada projeto recebe 50 000 euros para esboçar um plano de negócio. As empresas beneficiam ainda de três dias de formação empresarial (coaching) e serviços gratuitos de aceleração empresarial. Um mapa interativo de todos os projetos está disponível no Centro de Dados do Instrumento PME.
 
O Instrumento PME é parte do projeto-piloto Conselho Europeu de Inovação, que apoia inovadores, empreendedores, pequenas empresas e cientistas de excelência com oportunidades de financiamento e serviços de aceleração. Desde o lançamento do programa, a 1 de janeiro de 2014, foram selecionadas 3 115 PME para financiamento ao abrigo da Fase 1 do Instrumento PME. Dessas empresas 87 são portuguesas e receberam um financiamento total de 10,25 milhões de euros.
 

Orçamento da UE: Comissão propõe investir 9,2 mil milhões de EUR no primeiro programa digital de sempre

 
A Comissão Europeia propõe a criação do primeiro programa Europa Digital de sempre, e um investimento de 9,2 mil milhões de EUR, a fim de que o próximo orçamento da UE a longo prazo para 2021-2027 possa dar resposta aos desafios crescentes do setor digital. 
 
Com a estratégia para o mercado único digital criámos um quadro regulamentar adaptado à era digital. Esta deverá ser acompanhada por financiamentos e investimentos igualmente ambiciosos no programa Europa Digital, de modo a promover a competitividade da UE a nível internacional, bem como desenvolver e reforçar as capacidades digitais estratégicas da Europa. Estas capacidades essenciais dizem respeito à computação de alto desempenho, à inteligência artificial, à cibersegurança e às competências digitais avançadas, bem como às ações destinadas a garantir a sua ampla utilização e acessibilidade em todos os setores da economia e da sociedade, tanto por parte das empresas como do setor público. 
 
A proposta da Comissão centra-se em cinco domínios:
1. Supercomputadores: Um montante de 2,7 mil milhões de EUR servirá para financiar projetos destinados a desenvolver e reforçar a supercomputação e o tratamento de dados na Europa, asprto de importância fundamental para o desenvolvimento de inúmeros domínios - dos cuidados de saúde e das energias renováveis à segurança dos veículos e à cibersegurança. Este financiamento garantirá uma utilização mais eficaz e mais generalizada da supercomputação, tanto a nível do setor público como do setor privado, incluindo as pequenas e médias empresas. O programa Europa Digital terá por objetivo criar uma infraestrutura de craveira mundial em matéria de supercomputação e de tratamento de dados com uma capacidade à exaescala (um trilião ou 10 18 cálculos por segundo) até finais de 2022/2023 e estruturas pós-exaescala até 2026/2027, de forma a que a UE possa dispor dos seus próprios recursos tecnológicos independentes e competitivos, atingir um elevado nível de excelência no que se refere às suas aplicações e ampliar a disponibilidade e a utilização da supercomputação. As iniciativas previstas terão por base a estratégia europeia em matéria de supercomputadores que permitirá à União Europeia evoluir em diversos domínios: dos cuidados de saúde às energias renováveis, da segurança dos veículos automóveis à cibersegurança.
 
2. Inteligência artificial (IA): Está previsto um montante de 2,5 mil milhões de EUR para promover a difusão da IA no conjunto da economia e da sociedade europeias. Este orçamento tem por base a iniciativa europeia em matéria de IA apresentada em 25 de abril de 2018: o objetivo consiste em estimular os investimentos a fim de tirar o máximo partido da IA, tendo simultaneamente em conta as evoluções socioeconómicas por ela suscitadas e garantir a existência de um quadro ético e jurídico adequado. O programa Europa Digital facilitará o acesso das autoridades públicas e das empresas, em especial as mais pequenas, às instalações de ensaio e experimentação de IA nos Estados-Membros, ao passo que os investimentos mais avultados na investigação e na inovação a título do programa Horizonte Europa permitirão à UE permanecer na vanguarda dos progressos científicos e tecnológicos no domínio da IA. A Comissão propõe criar «bibliotecas europeias» comuns de algoritmos acessíveis a todos, a fim de ajudar os setores público e privado a identificarem e adquirirem as soluções mais adaptadas às suas necessidades. Será facultado o acesso, em toda a Europa, a plataformas abertas e a espaços de dados industriais para a inteligência artificial, que estarão disponíveis nos polos de inovação digital onde as pequenas empresas e os inovadores locais poderão usufruir de instalações de ensaio e obter conhecimentos.
 
3. Cibersegurança e confiança: Vão ser investidos 2 mil milhões de EUR na proteção da economia digital, da sociedade e das democracias da UE através da promoção da ciberdefesa e da indústria da cibersegurança da UE, do financiamento de equipamentos e infraestruturas de ponta no setor da cibersegurança, bem como do apoio ao desenvolvimento das competências e conhecimentos necessários. A proposta tem por base um vasto pacote de medidas em matéria de cibersegurança, apresentado em setembro de 2017, e as primeiras medidas legislativas da UE em matéria de cibersegurança que entraram em vigor em maio de 2018.
 
4. Competências digitais: Serão investidos 700 milhões de EUR a fim de garantir que a mão de obra atual e futura tenha a oportunidade de adquirir facilmente competências digitais avançadas graças a ações de formação, a curto e longo prazo, e a estágios em contexto laboral, independentemente do Estado-Membro de residência. No quadro do programa Europa Digital, os polos de inovação digital levarão a cabo programas específicos para ajudar as pequenas e médias empresas e as administrações públicas a dotarem o seu pessoal das competências avançadas necessárias para poderem ter acesso às novas oportunidades proporcionadas pela supercomputação, a inteligência artificial e a cibersegurança.
 
5. Garantir a utilização generalizada das tecnologias digitais em todos os setores da economia e da sociedade: Serão investidos 1,3 mil milhões de EUR para garantir a transformação digital da administração pública e dos serviços públicos e a sua interoperabilidade à escala da UE, bem como para facilitar o acesso de todas as empresas, e nomeadamente das PME, às tecnologias e conhecimentos pertinentes. Os polos de inovação digital funcionarão como «balcões únicos» para as pequenas e médias empresas e as administrações públicas, permitindo-lhes ter acesso a conhecimentos tecnológicos especializados e a instalações de ensaio e prestando serviços de aconselhamento tendo em vista uma melhor avaliação da viabilidade comercial dos projetos de transformação digital. Será prestado apoio à criação de uma rede de polos de inovação digital, que garantirá a maiora cobertura geográfica possível na Europa. Os polos de inovação digital são, hoje em dia, um dos elementos-chave da estratégia de digitalização da indústria europeia.
 
 
 

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