Conferência da ONU sobre as alterações climáticas: Será uma semana dura, mas temos que apresentar resultados

A conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas terá lugar em Varsóvia, de 11 a 22 de Novembro. Vai focar-se nas negociações para ajudar os países a adaptarem-se e a preparar a conferência de 2015 em Paris, onde será desenhado um novo acordo internacional aplicável a todos os países após 2020. O eurodeputado alemão Matthias Groote (S&D), chefe da delegação do Parlamento Europeu, explica os objectivos e as expectativas.

Qual é o principal objectivo da delegação?
Enquanto delegação do Parlamento Europeu, a nossa função é manter o debate com o maior número possível de equipas (ONGs, delegações). Já temos um acordo de corta as emissões dos automóveis e outro para cortar as emissões até 2020 cerca de 20 % relativamente aos níveis de 1990. Esta é uma mensagem que podemos vender. Queremos compromissos reais de todas as regiões do mundo. Queremos seguir em frente agora e não em 2018 ou 2020. Temos de ter em mente Paris 2015 e temos que exigir compromissos vinculativos, também dos países em vias de desenvolvimento. Precisamos de mais apoio financeiro dos países desenvolvidos.

Com que resultados ficaria satisfeito?
A conferência em Varsóvia serve como preparação para Paris, onde teremos que decidir novas medidas e quotas para o período pós-2020. Esperamos que existam promessas e compromissos claros em Varsóvia. Gostaria de ver as maiores economias a comprometerem-se com o Fundo Verde contra as Alterações Climáticas porque corremos o risco de perder a confianças dos países menos desenvolvidos. Será uma semana dura, com muitas discussões até altas horas da manhã, como já é tradição, mas temos que apresentar resultados.

Para mais informação consulte: europarl.europa.eu/news/pt

Prémio LUX: os realizadores dos filmes finalistas revelam a sua fonte de inspiração

Clio Barnard, Valeria Golino e Felix van Groeningen são os três realizadores dos filmes que se encontram na corrida ao Prémio LUX, um galardão atribuído pelo Parlamento Europeu para celebrar o melhor do cinema europeu. Conheça as fontes de inspiração destes três realizadores enquanto os eurodeputados escolhem o vencedor do Prémio LUX 2013.
Clio Barnard, The Selfish Giant
Inspiração: “Conheci um rapaz chamado Matty que vivia em The Arbor, uma rua em Bradford. O filme baseia-se nele e na sua relação com o seu melhor amigo. Li o The Selfish Giant aos meus filhos quando eram pequenos e sempre quis fazer uma versão contemporânea e realista desta história.”
O desafio: “A história mostra-nos quão perigoso é excluir crianças, tudo o que se perde quando não se podem expressar, quando o seu valor não é reconhecido. Matty e o seu amigo eram crianças na margem de uma comunidade já por si marginalizada, por isso já sabia quem seriam as crianças, mas tive dificuldades em perceber quem poderia ser o gigante.”
Valeria Golino, Miele
Inspiração: “Li o livro A nome tuo de Mauro Covacich há três anos. Achei-o um livro impressionante. Muito contemporâneo, doloroso e provocador, com uma personagem feminina italiana única.”
Desafio: “Como actriz, para dar o salto e realizar um filme, teria que o fazer por algo que fosse muito difícil. A morte e a decisão de acabar com a tua vida …Queria fazer algo sem ideologias, sem certezas.”
Felix van Groeningen, The Broken Circle Breakdown
Inspiração: “Quando assisti à peça pela primeira vez, pensei que era realmente fantástico. Todos os elementos funcionavam perfeitamente, e no conjunto alcançavam uma grande grandeza. Um casal perde um filho. Como vão este homem e esta mulher lidar com a dor?”
O desafio: "Queria fazer o melhor filme possível e tive que fazer escolhas muito difíceis”.

Para mais informações, consulte: europarl.europa.eu/news/pt

Plano ambicioso da UE poderá reduzir a utilização dos sacos de plástico em até 80 %

Plano apresentado pela Comissão poderá reduzir radicalmente a utilização dos sacos de compras em plástico de usar e deitar fora ao longo dos próximos quatro anos.
Ao abrigo da proposta, os países da UE deverão desincentivar a utilização dos sacos de plástico leves da forma que considerarem mais apropriada. Entre as opções possíveis estão a tributação, a proibição ou a adopção de metas nacionais de redução da utilização dos sacos de plástico.
Actualmente, cada europeu utiliza, em média, 198 sacos de plástico descartáveis por ano, o equivalente a um saco de plástico por dia por agregado familiar. Mas este valor varia muito de país para país, oscilando entre 4 sacos por pessoa na Dinamarca e na Finlândia e 466 em Portugal, na Eslováquia e na Polónia.
Mudar o comportamento dos consumidores
Muitos dos países da UE que introduziram taxas obrigatórias sobre a utilização dos sacos de plástico de usar e deitar fora assistiram a uma redução drástica da utilização deste tipo de sacos, já que os consumidores tinham de pagar cada vez que utilizavam um saco.
Os quase 100 mil milhões de sacos de plástico que todos os anos são dados pelos supermercados e outras lojas aos seus clientes só são utilizados uma vez durante cerca de 20 minutos, mas levam centenas de anos a degradar-se. Além disso, anualmente, 8 mil milhões desses sacos acabam por ir poluir os rios e os lagos ou sujar as ruas e degradar a paisagem.

 

Para mais informação consulte: ec.europa.eu/news/environment/131108_pt

Assista também ao vídeo: www.tvlink.org

Projecto português de pastagens contra as alterações climáticas vence concurso europeu

O grande vencedor do concurso europeu “Um mundo que me agrada”, para a melhor solução contra as alterações climáticas, é um projecto português: considerou-se que “Pastagens Semeadas Biodiversas” preconiza uma solução inovadora para a redução das emissões de dióxido de carbono, a erosão dos solos e os riscos de incêndios florestais, aumentando ao mesmo tempo a produtividade das pastagens.
Anunciado em Copenhaga (Dinamarca) pela Comissão Europeia, na cerimónia de entrega dos prémios Sustainia, o prémio distingue um projecto promovido pela Terraprima, empresa de serviços ambientais portuguesa, e envolve mais de 1000 agricultores portugueses. Sustentada por três projectos financiados pelo Fundo Português do Carbono, a Terraprima fez, desde 2008, contratos com estes agricultores, pagando-lhes pelos serviços de captura de carbono feita pelas pastagens biodiversas.
Estas pastagens são formadas por 20 variedades diferentes de plantas. A pastagem acaba por se adaptar ao tipo de solo onde é plantada. Os agricultores têm de comprar estas sementes e, posteriormente, têm o apoio técnico da Terraprima durante o projecto.
Além de capturarem mais carbono, estas pastagens enriquecem o solo de matéria orgânica, protegem contra a seca e são mais nutritivas para os animais que se alimentam delas, evitando que os agricultores tenham de comprar mais alimento, que normalmente é produzido de uma forma intensiva.

Para mais informação consulte: www.publico.pt/ciencia/noticia/projecto-portugues-pastagens-semeadas-biodiversas-vence-concurso-europeu

Audições de admissão na Orquestra de Jovens da União Europeia

Estão abertas as inscrições para as audições de admissão na Orquestra de Jovens da União Europeia (temporada de 2014-2015) organizadas pela Direcção-Geral das Artes. Podem candidatar-se instrumentistas de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, clarinete, oboé, clarinete, fagote, trompa, trompete, trombone, tuba, percussão e harpa. O período de inscrições decorre de 1 a 28 de Novembro de 2013.
A Orquestra, como se pode ler no site da DGARTES, «foi fundada no Reino Unido em 1976 com o objectivo de reunir jovens talentos da União Europeia. As audições para o seu ingresso realizam-se anualmente em cada um dos países, de forma a seleccionar 140 jovens músicos. Aos candidatos seleccionados, a Orquestra oferece a possibilidade de trabalhar com professores especialistas em instrumento, assim como a oportunidade de tocar em grandes salas de concertos em todo o mundo, com maestros e solistas de renome».

Para mais informações consulte: http://www.euyo.org.uk/

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