17 países europeus declaram apoio a ministra italiana alvo de racismo

Cécile Kyenge tem sido alvo de frequentes insultos desde que foi nomeada ministra para a Integração do Governo de Enrico Letta.
“Stop ao racismo, é preciso reafirmar os valores europeus”: num gesto inédito, 17 países europeus, incluindo Portugal, deram o seu apoio à ministra italiana Cécile Kyenge, alvo frequente de insultos racistas, numa “Declaração de Roma” assinada nesta segunda-feira.
Era preciso fazer “qualquer coisa rapidamente para dizer ‘basta, isto é inaceitável’, explicou à AFP a vice-primeira-ministra belga Joëlle Milquet, que foi a promotora da iniciativa.
Depois de ter sido nomeada ministra da Integração do Governo de Enrico Letta, Cécile Kyenge (que é originária da República Democrática do Congo) já foi chamada de orangotango por um ministro da Liga Norte, partido xenófobo que é contra a imigração, foram-lhe atiradas bananas durante um comício, e é alvo frequente de todo o tipo de insultos racistas nas redes sociais.
Aos jornalistas, Cécile Kyenge disse apreciar o gesto dos seus colegas europeus, mesmo que “o problema não diga respeito apenas a mim”, mas também “às instituições”. Segundo a ministra italiana, o seu caso fez “ressurgir questões que pareciam enterradas mas que estão agora a ressurgir.”
“A Europa é feita de pessoas com cores de pele diferentes, com religiões diferentes, é feita de gente que nasceu no estrangeiro mas que escolheu este continente”, disse Kyenge.
A Declaração de Roma sublinha que os políticos têm “uma responsabilidade particular” em dar o exemplo na luta contra o racismo e a xenofobia, e pede-lhes que “mostrem determinação nessa luta, tanto nas palavras como nos gestos”.

Os sistemas de educação na UE não reflectem as necessidades do mercado de trabalho

Por um lado jovens com elevados níveis de instrução mas desempregados, por outro, empresas com dificuldade em encontrar trabalhadores adequados. Como podem os sistemas de educação preparar os jovens para a vida real? Falámos com Katarína Neveďalová sobre parcerias entre escolas e empresas e sobre a necessidade dos jovens pensarem duas vezes na escolha da área de formação. A comissão da cultura e educação aprovou o relatório da eurodeputada eslovaca (S&D), “Repensar a Educação”, a 17 de Setembro.


Os sistemas de educação variam nos diversos Estados-Membros, mas existe algum problema comum?
Os sistemas de educação na União Europeia não reflectem as necessidades do mercado de trabalho. Temos um número invulgarmente alto de estudantes universitários e de licenciados, mas temos também um número elevado de desempregados, cuja área de formação não corresponde às necessidades do mercado de trabalho. Quando os jovens escolhem a área de formação devem pensar no que podem fazer com essa mesma área.
Já sabemos que competências vamos precisar para o mercado de trabalho nos 20 próximos anos. E temos que nos preparar. Teremos uma população envelhecida, no entanto, ninguém aborda a necessidade de assegurar cuidados de saúde aos mais idosos, a necessidade de enfermeiros e médicos. Sabemos que daqui a dois anos a UE vai precisar de cerca de 1 milhão de trabalhadores nas áreas das tecnologias da informação e da comunicação, mas ainda não estamos a formar estas pessoas!


A educação é no entanto responsabilidade dos Estados-Membros. O que pode a UE fazer nesta área?
A União Europeia pode e faz recomendações. Também temos um novo programa de mobilidade Erasmus+ para o período 2014-2020, não só para estudantes mas também para professores.

Governo quer direccionar 21 mil milhões do QREN para as empresas

O Governo vai mudar a estratégia e canalizar o dinheiro dos fundos comunitários para as empresas. O objectivo é incentivar a criação de emprego durante o período 2014/2020.
O pacote de 21 mil milhões que começa a chegar em Janeiro ainda está ainda a ser negociado com Bruxelas, mas a versão preliminar revela uma redução do investimento em escolas e estradas, onde o Governo acredita que já se fez muito.
“O que está feito já está feito, não vamos precisar de voltar a fazer, mas ainda há escolas por fazer e por modernizar, só que em menor número, pelo que o volume de recursos que vamos afectar é menor do que o que foi até agora”, explica à Renascença o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional. Castro Almeida sublinha que, nos últimos quatro anos, foram investidos mais de 2.300 milhões de euros em edifícios escolares. É tempo agora de fazer uma "correcção de tendência".
Outra prioridade é a simplificação do processo de candidaturas, com a redução da burocracia. “Não vamos exigir a factura do táxi. Vamos arranjar preços indicativos para um conjunto de tarefas que dispensam depois estar a juntar um conjunto enorme de pequenas despesas, recorrendo mais a preços médios, por exemplo”, explica Castro Almeida.
A proposta que chegou de Lisboa a Bruxelas é ainda preliminar, mas o Governo espera que, no segundo semestre de 2014, comece a chegar o dinheiro.

Criminalidade organizada: Um desafio europeu precisa de uma solução europeia

Após um ano e meio de actividade, a comissão especial do Parlamento Europeu sobre a criminalidade organizada, a corrupção e o branqueamento de capitais aprovou o seu relatório final. O documento estabelece as prioridades da UE nestas áreas. Entrevistámos o autor do texto, o eurodeputado italiano do PPE, Salvatore Iacolino, que insistiu que o relatório “não deve ficar na gaveta”.
Existem cerca de 3600 organizações criminosas internacionais a operar na UE. Que prioridades resultam destes 18 meses de trabalho na comissão especial?
O maior desafio da União Europeia é desenvolver uma cooperação judicial e policial. Temos que estabelecer um único quadro legal: uma condenação prevista por um Estado-Membro tem que ser aplicada nos outros. Um exemplo é o “delito por associação mafiosa” que neste momento apenas existe em Itália.
Podemos falar de uma máfia europeia?
As máfias não estão vinculadas a uma determinada área geográfica. Na Alemanha, as maiores organizações criminosas internacionais são turcas ou russas. É por essa razão que um desafio europeu precisa de uma solução europeia.
O mercado único foi uma das maiores conquistas da UE. Mas temos que evitar que empresas condenadas por corrupção num Estado-Membro possam levar a sua actividade para um outro.
Uma parte muito importante do relatório faz referência aos aspectos financeiros das organizações criminosas …
Temos que atacar os bens de origem criminosa, abolir o sigilo bancário e pôr fim aos paraísos fiscais na UE. É por isso que é tão importante desenvolver uma governança bancária mais forte. O que escrevemos no relatório final não deve ficar na gaveta.

UE quer suprimir as tarifas de roaming dos telemóveis

A nova estratégia procura harmonizar o sector das telecomunicações, suprimir as tarifas de roaming, reduzir os encargos administrativos das empresas e conceder novos direitos aos utilizadores e prestadores de serviços.
Apesar de sucessivos progressos ao longo de 26 anos, o sector das telecomunicações da UE continua fragmentado, funcionando sobretudo com base nos mercados nacionais. Por isso as empresas europeias foram ultrapassadas pelas suas concorrentes americanas e asiáticas.
O pacote de medidas «Continente conectado» tem por objectivo revigorar o debilitado sector das telecomunicações da UE, suprimindo as tarifas de roaming e introduzindo regras mais simples para promover o investimento nas redes de elevado débito a fim de incentivar o crescimento e a criação de emprego.
O sector económico depende cada vez mais de ligações mais rápidas. Estima-se, assim, que a conclusão do mercado único das telecomunicações permitiria criar milhares de postos de trabalho e aumentar o PIB em quase 1% ao ano.

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