A cultura interessa-o? Bem-vindo à Europa!

Na Europa, não é necessário andar muito para encontrar artefactos históricos ou culturais de carácter excepcional. Este verão, independentemente de ir passar férias no estrangeiro ou de ficar mais perto de casa, aproveite para visitar alguns dos sítios europeus mais emblemáticos.
Da cidade medieval de Rodes ao Fórum de Roma, passando pelas igrejas de madeira polacas e pelo Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, os cidadãos europeus têm muito por onde escolher em termos de turismo cultural e de sítios de interesse histórico.
A conservação em boas condições de edifícios e obras de arte exige muito trabalho. No passado mês de Junho, a Comissão Europeia e a rede Europa Nostra anunciaram os vencedores dos prémios atribuídos a projectos de conservação exemplares, reconhecendo assim os esforços de voluntários e profissionais para preservar locais essenciais da nossa cultura.
Este ano, o prémio «Escolha do Público» distinguiu o projecto de recuperação do edifício central do Propylaea em Atenas. Foi particularmente elogiada a elevada qualidade do trabalho de profissionais e artífices, que colaboraram num projecto exemplar que logrou salvar um monumento emblemático da cultura europeia.
Os cidadãos sequiosos de cultura gostarão de percorrer a Europeana, a biblioteca digital da Europa, que é simultaneamente um arquivo e um museu. Quer se interesse por Arte Nova ou por instrumentos musicais, pela música tradicional irlandesa ou por jardins botânicos, certamente que encontrará algo do seu agrado.
 

Abertura ao mundo do sistema de ensino europeu

Nova estratégia para garantir que a Europa atrai estudantes internacionais e permite a aquisição pelos seus próprios licenciados das competências necessárias a uma carreira internacional.
Com países como a China e a Índia a modernizarem as suas universidades e a redobrarem esforços para atrair estudantes estrangeiros, a Europa precisa de se tornar um destino mais interessante.
A Comissão Europeia tem uma estratégia em matéria de ensino superior que incita à tomada de medidas em três frentes:
• intercâmbio internacional de estudantes e pessoal docente
• internacionalização e melhoria dos currículos, nomeadamente incluindo a aprendizagem digital
• cooperação, parcerias e reforço das capacidades
O número de estudantes do ensino superior em todo o mundo deverá quadruplicar nos próximos anos, passando de cerca de 100 milhões em 2000 para 400 milhões em 2030. O número de estudantes que estudam no estrangeiro aumenta 7 % por ano (com um aumento notável na China, na Índia e na Coreia do Sul). A Europa atrai actualmente cerca de 45 % dos estudantes internacionais.
O novo programa Erasmus+, que deverá ser lançado em Janeiro de 2014, aumentará o número de intercâmbios de estudantes e pessoal docente para 135 000 por ano, ou seja, mais 100 000 do que no âmbito do actual programa Erasmus Mundus.

Tornar a agricultura mais justa e ecológica

Foi alcançado um acordo sobre as alterações a introduzir na política agrícola europeia a partir de 2014: apoio a uma agricultura sustentável, mais ajuda para os novos agricultores e uma repartição mais equilibrada dos financiamentos entre os países da UE.
A política agrícola da UE, conhecida por política agrícola comum, foi concebida para garantir aos agricultores um nível de vida digno e o acesso dos europeus a alimentos em quantidade suficiente e a preços acessíveis.
Para alcançar esses objectivos, estão previstas as seguintes medidas:
• apoio ao rendimento dos agricultores, desde que satisfaçam normas rigorosas em matéria de segurança alimentar, protecção ambiental e saúde e bem-estar dos animais (esta medida representa 70 % do orçamento da UE destinado ao apoio à agricultura)
• estabilização do mercado quando a actividade agrícola é afectada por condições climáticas adversas ou por surtos de doenças (cerca de 10 % das despesas de apoio à agricultura)
• financiamento da modernização das explorações agrícolas de forma a torná-las mais competitivas (20 % do apoio da UE à agricultura, complementados com financiamentos nacionais)
Na sequência do acordo alcançado, algumas das regras em vigor serão alteradas a partir de Janeiro de 2014.  

Lituânia assume Presidência do Conselho da UE

Lituânia assume a Presidência do Conselho da UE após a conclusão do acordo sobre o quadro financeiro da União para os próximos sete anos.
Credibilidade, crescimento e abertura são as prioridades da Presidência lituana durante o segundo semestre de 2013. Será agora mais fácil realizar progressos em cada um destes domínios, após a conclusão de um acordo entre os dirigentes nacionais sobre o quadro financeiro da UE para o período de 2014-2020.
A Lituânia comprometeu-se em desempenhar o papel de «mediador» na condução do processo de decisão da UE durante os próximos seis meses. Muitas das decisões que serão tomadas têm por objectivo ajudar a Europa a sair da actual recessão económica.
Sendo um dos países europeus mais bem-sucedidos no combate à crise, a Lituânia está provavelmente em boa posição para ajudar a UE a relançar o crescimento. Após um período de forte declínio em 2009, quando o PIB registou uma quebra de cerca de 15 %, a Lituânia retomou o crescimento em 2010. Em 2013, deverá ser uma das economias mais bem-sucedidas da UE.
Se o orçamento de 960 mil milhões de euros for aprovado pelo Parlamento Europeu, a Lituânia deverá preparar a adopção de cerca de 70 actos legislativos de forma a que os fundos da UE possam continuar a financiar projectos e actividades em domínios que vão da investigação à reabilitação regional.
O programa da Lituânia para os próximos seis meses está sintetizado no slogan «Uma Europa credível, aberta e em crescimento». 

Bem-vinda, Croácia! A adesão

A Croácia é o 28.º país a aderir à UE. A cerimónia oficial decorreu em Zagrebe, em 30 de Junho, tendo as comemorações prosseguido pela noite dentro.
Há 20 anos apenas, a Croácia, que fazia parte da ex-Jugoslávia, lutava pela sua independência. Dez anos mais tarde, apresentava um pedido de adesão à UE. Hoje, passa a fazer parte, com outros 27 países, de uma união política e económica criada em 1958.
O caminho para a adesão à UE
Antes de aderir à UE, a Croácia teve de alinhar grande parte da sua legislação e procedimentos administrativos pelos da UE. Procedeu, por exemplo, a uma profunda reforma do sistema judicial e alterou a Constituição para garantir a independência do Ministério Público. O governo criou também um organismo para combater a corrupção.
O país teve ainda de realizar outras reformas, nomeadamente para fixar limites para as emissões de gases com efeito de estufa e para adaptar as normas em matéria de segurança dos alimentos.
A Croácia em poucas palavras
A Croácia é um pequeno país, com quase 4,5 milhões de habitantes, que faz fronteira com a Bósnia e Herzegovina, a Eslovénia, a Hungria, o Montenegro e a Sérvia. Possui mais de 1200 ilhas, incluindo ilhéus, das quais apenas 48 são habitadas o ano inteiro. A moeda actual é a kuna, mas a Croácia adoptará o euro logo que cumpra os critérios previstos em matéria de estabilidade dos preços, finanças públicas e estabilidade da taxa de câmbio. 

 

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