Criminalidade organizada: Um desafio europeu precisa de uma solução europeia

Após um ano e meio de actividade, a comissão especial do Parlamento Europeu sobre a criminalidade organizada, a corrupção e o branqueamento de capitais aprovou o seu relatório final. O documento estabelece as prioridades da UE nestas áreas. Entrevistámos o autor do texto, o eurodeputado italiano do PPE, Salvatore Iacolino, que insistiu que o relatório “não deve ficar na gaveta”.
Existem cerca de 3600 organizações criminosas internacionais a operar na UE. Que prioridades resultam destes 18 meses de trabalho na comissão especial?
O maior desafio da União Europeia é desenvolver uma cooperação judicial e policial. Temos que estabelecer um único quadro legal: uma condenação prevista por um Estado-Membro tem que ser aplicada nos outros. Um exemplo é o “delito por associação mafiosa” que neste momento apenas existe em Itália.
Podemos falar de uma máfia europeia?
As máfias não estão vinculadas a uma determinada área geográfica. Na Alemanha, as maiores organizações criminosas internacionais são turcas ou russas. É por essa razão que um desafio europeu precisa de uma solução europeia.
O mercado único foi uma das maiores conquistas da UE. Mas temos que evitar que empresas condenadas por corrupção num Estado-Membro possam levar a sua actividade para um outro.
Uma parte muito importante do relatório faz referência aos aspectos financeiros das organizações criminosas …
Temos que atacar os bens de origem criminosa, abolir o sigilo bancário e pôr fim aos paraísos fiscais na UE. É por isso que é tão importante desenvolver uma governança bancária mais forte. O que escrevemos no relatório final não deve ficar na gaveta.

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