Membros do BCE divididos sobre novo corte de juros

Os recentes dados macroeconómicos positivos para a zona euro retiram espaço para um novo corte de juros.
Membros do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) revelaram divisões internas sobre a possibilidade de existir espaço para uma nova descida dos juros, já em mínimos históricos, nos 0,5%, à medida que os dados macroeconómicos sugerem uma recuperação da economia da zona euro.
Reunidos em Jackson Hole, que junta anualmente banqueiros centrais de todo o mundo, o responsável pela Autoridade Monetária no Chipre, Panicos Demetriades, afirmou no sábado que o BCE não pode excluir desde já a possibilidade de voltar a cortar a taxa de juro de referência. Por outro lado, o Governador do Banco da Áustria, Ewald Nowotny, disse não ver "muitos argumentos para um novo corte de juros" depois do recente "filão de boas notícias".
As divisões no seio do Conselho de Governadores começam a surgir quando o BCE se prepara para actualizar previsões no próximo mês. A economia da zona euro emergiu da mais longa recessão ao registar um crescimento em cadeia de 0,3% no segundo trimestre. A maioria dos economistas consultados pela Bloomberg espera agora que os dados que serão revelados esta semana pela Comissão Europeia sobre a confiança no Bloco saiam ao nível mais elevado desde Março de 2012.
 

Futuro da UE: participe no debate

Partilhe as suas opiniões sobre a UE e as suas políticas ao vivo ou em linha.
Nos últimos oito meses, os Comissários europeus participaram numa série de diálogos com os cidadãos sobre o futuro da UE. Estes debates realizaram-se em várias cidades, grandes e pequenas, um pouco por toda a Europa, de Coimbra (Portugal) a Sófia (Bulgária).
Como ainda faltam 20 diálogos, está muito a tempo de colocar as suas perguntas directamente a um dos membros da Comissão ou nas redes sociais. Pode seguir o debate em linha.
Tem agora a oportunidade de falar ao vivo com os responsáveis políticos europeus sobre os seus direitos, o tipo de Europa onde gostaria de viver e as suas expectativas para a União Europeia.
Se preferir ler o que escrevem os líderes de opinião e os comentadores políticos sobre a UE, consulte os mais recentes artigos sobre os debates realizados.
Os debates têm como pano de fundo o Ano Europeu dos Cidadãos, durante o qual se realizam eventos que promovem a visibilidade da cidadania europeia e dos muitos direitos que lhe estão associados e o diálogo entre as autoridades, as empresas e os cidadãos.

A cultura interessa-o? Bem-vindo à Europa!

Na Europa, não é necessário andar muito para encontrar artefactos históricos ou culturais de carácter excepcional. Este verão, independentemente de ir passar férias no estrangeiro ou de ficar mais perto de casa, aproveite para visitar alguns dos sítios europeus mais emblemáticos.
Da cidade medieval de Rodes ao Fórum de Roma, passando pelas igrejas de madeira polacas e pelo Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, os cidadãos europeus têm muito por onde escolher em termos de turismo cultural e de sítios de interesse histórico.
A conservação em boas condições de edifícios e obras de arte exige muito trabalho. No passado mês de Junho, a Comissão Europeia e a rede Europa Nostra anunciaram os vencedores dos prémios atribuídos a projectos de conservação exemplares, reconhecendo assim os esforços de voluntários e profissionais para preservar locais essenciais da nossa cultura.
Este ano, o prémio «Escolha do Público» distinguiu o projecto de recuperação do edifício central do Propylaea em Atenas. Foi particularmente elogiada a elevada qualidade do trabalho de profissionais e artífices, que colaboraram num projecto exemplar que logrou salvar um monumento emblemático da cultura europeia.
Os cidadãos sequiosos de cultura gostarão de percorrer a Europeana, a biblioteca digital da Europa, que é simultaneamente um arquivo e um museu. Quer se interesse por Arte Nova ou por instrumentos musicais, pela música tradicional irlandesa ou por jardins botânicos, certamente que encontrará algo do seu agrado.
 

Abertura ao mundo do sistema de ensino europeu

Nova estratégia para garantir que a Europa atrai estudantes internacionais e permite a aquisição pelos seus próprios licenciados das competências necessárias a uma carreira internacional.
Com países como a China e a Índia a modernizarem as suas universidades e a redobrarem esforços para atrair estudantes estrangeiros, a Europa precisa de se tornar um destino mais interessante.
A Comissão Europeia tem uma estratégia em matéria de ensino superior que incita à tomada de medidas em três frentes:
• intercâmbio internacional de estudantes e pessoal docente
• internacionalização e melhoria dos currículos, nomeadamente incluindo a aprendizagem digital
• cooperação, parcerias e reforço das capacidades
O número de estudantes do ensino superior em todo o mundo deverá quadruplicar nos próximos anos, passando de cerca de 100 milhões em 2000 para 400 milhões em 2030. O número de estudantes que estudam no estrangeiro aumenta 7 % por ano (com um aumento notável na China, na Índia e na Coreia do Sul). A Europa atrai actualmente cerca de 45 % dos estudantes internacionais.
O novo programa Erasmus+, que deverá ser lançado em Janeiro de 2014, aumentará o número de intercâmbios de estudantes e pessoal docente para 135 000 por ano, ou seja, mais 100 000 do que no âmbito do actual programa Erasmus Mundus.

Tornar a agricultura mais justa e ecológica

Foi alcançado um acordo sobre as alterações a introduzir na política agrícola europeia a partir de 2014: apoio a uma agricultura sustentável, mais ajuda para os novos agricultores e uma repartição mais equilibrada dos financiamentos entre os países da UE.
A política agrícola da UE, conhecida por política agrícola comum, foi concebida para garantir aos agricultores um nível de vida digno e o acesso dos europeus a alimentos em quantidade suficiente e a preços acessíveis.
Para alcançar esses objectivos, estão previstas as seguintes medidas:
• apoio ao rendimento dos agricultores, desde que satisfaçam normas rigorosas em matéria de segurança alimentar, protecção ambiental e saúde e bem-estar dos animais (esta medida representa 70 % do orçamento da UE destinado ao apoio à agricultura)
• estabilização do mercado quando a actividade agrícola é afectada por condições climáticas adversas ou por surtos de doenças (cerca de 10 % das despesas de apoio à agricultura)
• financiamento da modernização das explorações agrícolas de forma a torná-las mais competitivas (20 % do apoio da UE à agricultura, complementados com financiamentos nacionais)
Na sequência do acordo alcançado, algumas das regras em vigor serão alteradas a partir de Janeiro de 2014.  

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